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Maria não vai com as outras.

livros, series, filmes, musica e opiniões pessoais sobre tudo um pouco.

Maria não vai com as outras.

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21
Mar19

Sobre errar.

Hélia Pereira

Tenho uma tendência a me deixar consumir pelos meus erros, como se fossem irreversíveis. Mas acho que é um produto da cultura em que cresci. Ninguém incentiva ao erro, embora o erro seja muitas vezes o primeiro passo para aprendizagem.

 

Eu cresci sendo perfeccionista. Embora nos momentos em que me sinto mais consciente saiba que errar é natural, humano e saudável, no momento em que erro sinto-me miserável ao ponto de entrar em pânico as vezes. Hoje aconteceu-me duas vezes e ainda não recuperei. Ando a tirar a carta de condução e a levar muito a serio todos os erros que cometo. Embora o instrutor me tente relaxar e tentar abstrair disso, eu chego a casa a híper analisar todos os erros como se fossem o fim do mundo. E sei que não é saudável mas não sei como não o fazer. Como relativizar o erro quando se é perfeccionista?

 

Acredito que seja em parte uma questão de aceitação. No entanto com o passar dos anos e o aumento da maturidade em tantos outros campos da minha vida, esse aspecto parece que tem vido a piorar. E não sei exactamente como lidar com isso. Talvez expressar ajude, dado que coloco aqui a minha vergonha de errar em palavras. Amanha vou tentar não levar isto tão a serio, hoje já é tarde demais para isso.

05
Mar19

Sobre a educação de homens.

Hélia Pereira

Considero-me feminista por necessidade. E acho que a necessidade é em parte pelo facto de ainda haver artigos desta natureza. E muito se têm falado de assimetrias na igualdade de homens e mulheres ultimamente. Em parte porque historias de violência domestica, todo o circo que se esta a gerar em torno de um juiz, ou pelas tentativas falhadas de publicidades tentarem enquadrar-se no #metoo. E no meio disto tudo há algo sobre o qual me questiono sempre, que é a educação, a educação de homens.

 

E não me querendo de todo assumir como alguém formada no assunto, tenho a escola da vida de bons e maus exemplos, e muitos deles por parte das mulheres. Não só porque tradicionalmente eram as mulheres que ficavam em casa a educar os filhos. Mas porque ainda agora se vê mulheres a dizer a homens para ser Homens, que homens não choram, que homens vão ser homens. E a ironia é que são as mulheres que vão ser prejudicadas por esses estereótipos que muitas vezes perpetuam. Por isso sinto que, se em parte ainda são as mulheres as educadoras de homens devem ser as mulheres a liderar no exemplo. Não só porque sinto que é irresponsável ainda se perpetuar mitos, mas como é irresponsável não se ensinar a cuidar da casa, cozinhar e cuidar da roupa. Não se vai preparar ninguém para a vida senão se ensinar a cuidar de coisas que influenciam directamente o dia-a-dia. Sejam homens ou mulheres.

 

Eis que se põem o cenário de bons e maus exemplos. A minha avó materna era um bom exemplo, na medida em que os filhos sabiam cozinhar, as filhas sabiam cozinhar. E todos ajudavam nas tarefas domésticas. Eu herdei uma máquina de costura de um tio, filho dessa mesma avó, que sabia fazer de tudo verdadeiramente, e tenho bastante orgulho nisso. Já a minha mãe casou com um homem que era um estereótipo, na medida em que não mexia uma palha em casa. A minha mãe falhou em reeduca-lo, a meu ver, e não o ensinou em nada. Mas passou a mesma educação que recebeu aos filhos. O meu irmão sempre soube fazer tudo em casa, e recordo-me da minha mãe estar doente e ser ele a cozinhar para as irmãs mais novas. O meu irmão é agora pai de um filho e sei que não vai precisar de ser a minha cunhada a ensinar as tarefas de casa ao filho, na medida em que estão os dois num pé de igualdade nesse departamento. E isso é feminismo no seu melhor.

 

Num ponto ainda mais pessoal, o meu companheiro poderia ser como o meu pai. Não sabia fazer nada em casa, porque aí a minha sogra falhou a educar homens. Ate no ponto dele ter uma dificuldade terrível em expressar os seus sentimentos e necessidades, de culminou com uma ida ao psicólogo quando ele se sentia mal. Porque ele precisava de se expressar a mim e não conseguia, precisava de dizer o que sentia e o que achava que deveria mudar em nós para termos uma relação de sucesso. No entanto a educação de ser Homem não o ensinou a dizer o que sente. Agora as coisas estão muito melhores na nossa relação porque ele sabe expressar o que sente e temos uma relação mais franca.

 

Noutro ponto, eu tive de o educar no que toca a coisas da casa. Ele não sabia cozinhar, cuidar da roupa, gerir um orçamento em casa, porque na família dele esse era o papel da mãe. Eu não cometi o mesmo erro da minha mãe. Ensinei a cozinhar, ensinei a limpar. E sinto que agora estamos num pé de igualdade. Temos uma relação saudável porque ambos temos tempo para descansar e ambos partilhamos responsabilidades de casa uma vez que ambos trabalhamos. E sinto que cumpri a minha obrigação de educar homens até agora.

 

Se todas as mulheres fizerem o mesmo, mais depressa chegam a um patamar de igualdade. E mais depressa estaremos numa sociedade em que o papel e educar homens deixa de ser da mulher e passar a ser de todos. Ainda não vivemos numa sociedade de igualdade por isso não podemos descartar de algo que é nossa responsabilidade.

19
Fev19

Politica norte americana: o derradeiro reality show!

Hélia Pereira

Não vejo a televisão convencional. Em minha casa há serviço de net mais voz e nem os quatro canais tenho. E sei que isso faça confusão a algumas pessoas, mas a realidade é que desabituei-me. Já via pouca televisão convencional na adolescência, e quando fui para a faculdade larguei-a de vez. Quando me perguntam o que vejo a fazer coisas do quotidiano, vejo Youtube, mais precisamente os Late Night Shows. Ele e o do Stephen Colbert, o do Trevor Noah, o John Oliver, e mais recentemente o do Hassan Ninaj. E embora os dois últimos não sejam os tradicionais Late Night Shows, os quatro têm coisas comuns: o de abordar problemas dos Estados Unidos e do mundo com uma certa comédia pelo meio. É bom entretenimento.

 

E devido a consumir este tipo de entretenimento, cada vez pondero mais sobre a mesma coisa. A ideia que não me sai da cabeça que as eleições que elegeram o Donald Trump nos proporcionaram o derradeiro reality show: o primeiro reality show politico.

 

De um país que criou tantos reality show antes destes, e do qual todos nós consumimos alguma forma de entretenimento, quer seja pelas series que todos vimos, ou dos filmes que todos vemos, este reality show acaba por ser a mais recente instalação. Mas ao contrario de um Big Brother, este com derradeiras consequências. E não falo apenas das crianças em jaulas, mas a mais recente situação, da declaração de emergência. Mas sendo algo que me choca, não consigo deixar de ver, não consigo deixar de ler todas as notícias que vêm dela, desse reality show sem argumento. Pelo que é deveras o mais popular reality show criado por lá.

15
Fev19

A internet não se esquece…

Hélia Pereira

Há dias o Facebook recordou-me que faço nove anos de vida no mesmo. No seguimento disso dei por mim a rever os meus post mais antigos e a ponderar sobre os mesmo e uma ideia surgiu. A internet não se esquece. Se antes podíamos ter vinte anos e dizer coisas palermas, e depois crescer e esquecer certas fazes menos boas, agora é impossível. Vai ser uma memória no Facebook que apenas serve para nos sentir-mos embaraçados de nós mesmos. E a realidade é que outras gerações antes das nossas tinham fases embaraçosas da vida. É normal, é natural e faz parte do crescimento. E tinha a possibilidade de crescer e esquecer de algumas coisas.

 

Actualmente vamos ser uma geração que vai viver com as fotos embaraçosas, comentários embaraçosos, fases de vida mais infantis e não vamos poder crescer das mesmas. Mesmo que vamos apagar coisas antigas embaraçosas no Facebook, há sempre os tags em fotos de amigos e menos amigos actualmente. E não sei ate que ponto isso não terá consequências negativas a longo prazo e afectar a forma como se desenvolve a nossa geração, a das redes sociais. Porque não temos direito a esquecer, dado que a internet não se esquece. Vamos ficar perpetuamente associados a ideias que já não são nossas.

 

E com tantos escândalos sobre comentários menos bons no passado, como foi o caso dos Óscares deste ano, apenas me leva a concluir que deveríamos ter direito a esquecer, a poder carregar num botão e desconectarmo-nos da pessoa que fomos, que não é a pessoa que somos agora, muito menos a pessoa que vamos ser amanhã. Mas mesmo que vamos eliminar as contas nas redes sociais, isso não elimina nada. Vai sempre haver vestigios daquilo que fomos nas redes sociais.

 

Uma das coisas que no meio disto ainda me preocupa mais é o caso das pessoas que colocam fotos dos filhos nas redes sociais. Para todos os efeitos eu era uma adulta quando aderi a rede. As crianças vão viver com um historico nas redes sociais sobre o qual não tem controlo consicente. E isso a meu ver é ainda mais preocupante que o meu embaraçoso Facebook de vinte e poucos anos.

04
Fev19

A banda sonora da Maria - Midnight Juggernauts.

Hélia Pereira

As vezes esqueço-me de algumas bandas que tenho perdidas nas minhas infinitas playlists. E Midnight Juggernauts é um daqueles casos. Descobri faz uns anos a propósito de uma cover que os geniais Tame Impala fizeram da Vital Signs, musica do segundo álbum dos Midnight Juggernauts, The Crystal Axis. Hoje dei por mim a ouvir em novamente este álbum enquanto trabalhava na minha tese e a sentir o mesmo êxtase de quando se ouve um álbum excepcionalmente bom pela primeira vez. Por isso fica aqui uma música retirada do The Crystal Axis.

 

Boas audições.

 

 

02
Fev19

As vezes gostava de ser mais produtiva.

Hélia Pereira

Só que há algo maravilhosamente perverso em ter coisas que fazer e adiar. Em ficar impávida e serena a não fazer nada de produtivo num dia de folga, apenas porque se quer, apenas porque se pode. E as vezes não adianta ate usar tácticas que connosco resultam para aumentar a produtividade.

 

Hoje é um daqueles dias. Fiz exercício, bebi café e estou a ouvir música clássica há horas. No entanto em vez de fazer algo de útil, como ir escrever a minha tese não. O meu cérebro já deambulou por mil e um continentes de coisas inúteis. Desde filmes e series que já revi, mas que por algum motivo o meu cérebro me diz que apetece rever um pouco mais. Ou então simplesmente fazer insta stories das posições palermas que os meus gatos fazem ao sol, pelo facto de me dar tanto gozo apreciar a companha deles. Ou todas as coisas que eu poderia fazer e não faço.

 

Sinto que é um dilema de toda a gente. Para mim é um dilema de trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Saber que tenho mais que fazer e escolher deliberadamente não o fazer. Culpo, quando a consciência me pesa um pouco mais, o facto da gripe ainda me estar a dar dores de cabeça literais. Depois sinto que devo ser franca comigo e sei que consigo ignorar os restos da gripe se quiser. Não me apetecer trabalhar na tese e ser meu prerrogativa não o fazer dado ser uma pessoa adulta, consciente e pagadora de impostos. Tenho a liberdade poder escolher não trabalhar na minha tese quando o devia fazer, porque estou no meu dia de folga do trabalho que me paga as contas e não me apetece.

 

Claro que sinto que isso pode dizer muito de mim, mal de mim ou bem de mim, consoante a lente que cada um usar para examinar isto. Eu sinto que estou apenas cansada e não me apetece fazer nada, mas o ter energia para fazer outras coisas faz-me sentir culpada. Ter energia para dissertar sobre a minha procrastinação em vez da minha tese. No entanto todo este testamento é apenas uma ode a minha humanidade. Talvez não me deva macerar tanto com isso e deva gozar o facto de estar de folga e rever um filme ou serie e não pensar mais sobre isso.

 

Fica aqui a banda sonora da minha preguiça, porque amo profundamente as composições de  Sergei Rachmaninoff e porque podem servir para inspirar a produtividade de outros.

 

17
Jan19

O que está errado com “Tidying up With Marie Kondo”.

Hélia Pereira

Ainda me sinto em modo silly season, embora o Natal e ano novo já tenham passado faz tempo. Mas o início do ano tem esse efeito em mim. Por isso dei por mim a ver o programa da Marie Kondo na Netflix, dado me parecer adequada para a época.

Em primeiro lugar fez-me sentir bem. Sim eu sou uma pessoa extremamente organizada, tenho caixas dentro de caixas com tudo organizado; forro caixas de sapatos para as transformar em caixas de arrumação; dobro meias e toda a roupa com cuidado. O que não vi foi qualquer tentativa de passar uma mensagem de consciencializar pessoas em relação a lidar objectos materiais, isto é ensinar a reparar, reutilizar. Fez-me imensa confusão ver no programa pessoas a olhar para roupa que não lhes dava alegria (“spark joy”, como diria a Marie), e colocar dentro de sacos para deitar ao lixo. E isso fez-me distanciar do conceito da Marie.

 

Fui ensinada a costurar o suficiente para fazer pequenas reparações. Na minha família peças de roupa circulam, de modo a que acabo muitas vezes com roupa em segunda mão de familiares e não me faz minimamente confusão. Algo que é para nos aborrecido e velho, pode ser novo e imaculado para outra pessoa. Não é normal para mim deitar roupa fora que pode ter uma segunda vida. Uma t-shirt velha dá para cortar e limpar o pó com ela. Lençóis velhos dão óptimos panos para limpar vidros. E há sempre a hipótese de fazer um saco e entregar a instituições de caridade da zona, ou directamente a famílias carenciadas que se possa conhecer dentro da nossa localidade. Outra coisa que não compreendo é o sentimentalismo de conservar coisas que não se usa. Quer seja de roupa, loiça, papeis. Ter coisas inúteis em casa isso faz-me confusão, coisas que possam estar a ocupar espaço que não uso é algo que me faz comichão no cérebro.

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Screen shot de um episodio.

 

Devemos ensinar não a acumular e deitar forma depois. Produzimos demasiado lixo e reciclamos pouco. Claro que somos intrinsecamente uma sociedade materialista, mas ter varias camisolas da Primark de cinco euros não traz felicidade, especialmente se ao fim de duas lavagens estão estragadas. E não vou dizer que não faço uma ou outra compra impulsiva, mas por norma namoro peças de roupa durante algum tempo para ter mesmo a certeza que quero e que vão servir uma função no meu guarda roupa.

 

Por isso os métodos da Marie fazem-me confusão, porque tudo parecia parar em sacos de lixo, salvo algumas excepções claro. Além do que acho que falta uma adenda ao programa: ver as casas das pessoas, passado algum tempo, continuando com os mesmos hábitos de compra.

13
Jan19

A banda sonora da Maria – IDLES.

Hélia Pereira

Musica é algo que amo de paixão. Mas longe vão os tempos em que ouvia trinta álbuns diferentes por mês. Estando nós em dois mim e dezanove o meu subconsciente remete-me para esses tempos e diz-me para começar a ouvir coisas novas. No entanto desde que ouvi a primeira faixa de Joy as an Act of Resistance dos Idles, que não me apetece ouvir outra coisa.

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Desde a primeira audição que dei por mim a apregoar as letras. Odes contra o machismo toxico em Samaritans, ou a discriminação contra emigrantes em Danny Nedelko. Mas outra coisa que me agradou na banda é a postura da mesma, não só pelos ideais que estão presentes nas letras, mas também a opinião dos mesmos sobre coisas relevantes. Por isso deixo aqui uma frase de Joe Talbot , o vocalista da banda, numa entrevista para a Rolling Stone, “Progress in civilized society comes from celebrating differences and never from building walls, it’s about building bridges.”

Termino com Colossus, a primeira faixa do album.  Boas audições. 

 

 

11
Jan19

Medicina desfocada.

Hélia Pereira

Spectacles_(PSF).png

Hoje vim de uma consulta no optometrista. Sim vejo mal. Costumo dizer que não vejo tudo quanto quero, mas sei que esse é o tipo de cegueira que toda a gente tem. A minha nasceu comigo, cresceu comigo e agora come da minha carteira.

Mas desta vez não vim apenas com a factura de uns óculos novos que encomendei. Depois de uma conversa longa com a optometrista, vim com raiva. Raiva que não posso apontar o nome. Raiva que apenas posso transformar em mágoa. Porque ela disse-me que o meu problema de visão poderia não estar tão agravado se tivesse sido operada aos dois anos de idade em vez dos treze. Poderia não ser parcialmente cega de um olho como sou se tivéssemos outro sistema nacional de saúde.

Sei que os meus pais não têm culpa. Durante anos arrastaram-me para consultas duas vezes por ano no oftalmologista. Medico que me dizia que tinha de ser operada em todas as consultas. Medico que me dizia que não poderia ser para já. Os anos foram passando e nada. Os meus pais acabaram por ter de pedir favores a conhecidos para dar uma palavrinha com o médico, que finalmente me operou. Os meus pais fizeram o que toda a gente fazia. A optometrista contou-me de pessoas que tiveram de dar dinheiro ao médico por fora para poder ser operados. Aparentemente aqui é o que toda a gente faz. A alternativa é sair daqui.

Por isso o interior fica pobre. Pobre de dinheiro, pobre de vista. As pessoas que poderiam fazer alguma coisa para mudar só vêm bem ao perto, ao litoral. E ficamos nos de mãos atadas e a ver mal.

A raiva ainda não se foi. E ao ler coisas como a história do senhor Peças, o médico da INEM, ao menos posso canaliza-la para alguém. Só tenho pena é das pessoas que foram directamente afectadas com isso. Eu vejo mal, há quem tenha perdido a vida. Logo ate posso considerar que não estou assim tão mal. Mesmo assim contínuo com raiva, porque sei que tenho de viver com isto, com este conhecimento que poderia ser diferente. Assim resta-me ir mudando as lentes e esperar por dias em que se veja melhor.

 

 

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