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Maria não vai com as outras.

opiniões pessoais sobre tudo um pouco.

Maria não vai com as outras.

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09
Mai19

A Biblioteca da Maria.

Patrícia Pereira

Decidi inaugurar a Biblioteca da Maria aqui no Blog. Porque sendo algo bastante importante para mim, ainda não escrevi nada sobre livros. Em parte porque a minha literatura ultimamente tem sido essencialmente dedicada a tese de mestrado. E embora o tema dos livros e da tese sejam interessantes, ler livros por trabalho não é a mesma coisa de ler livros por prazer.

 

Nos últimos tempos tenho comprado menos livros e lido menos. Quando a meados de 2017 decidi que ia fazer o mestrado sabia que algumas coisas iam ficar de lado um pouco e as leituras foi uma delas. Não é que eu não precise de livros como preciso de comida, mas consumo mais moderadamente. Por isso tento fazer boas compras no que toca as leituras. E no dia 23 de Abril decidi aproveitar a mare de descontos que se abateu pelas lojas de livros para comprar dois de não ficção, que imediatamente comecei a ler.

 

E eu tenho o hábito de ler livros tanto em português como em inglês. No entanto com autores estrangeiros tendo a comprar a versão em inglês por dois motivos: preço, porque infelizmente a carteira não é muito abastarda; e porque muitos dos livros que eu tenho interesse não chegam a ter tradução (nomeadamente muita da ficção cientifica que li e leio) e quando chegam o preços quase que duplica em relação ao valor do livro em inglês.

 

Bem os títulos a seguir vão fazer parecer de mim uma nerd, mas não tenham duvidas que sou, com orgulho. Ultimamente tenho lido muita não ficção, mas sempre a li, gosto de intercalar com os romances, fantasia e a muita ficção científica que tenho lido. Além de que a minha formação em bioquímica me tornou curiosa e tenho tendência para ler temas relacionados com saúde e nutrição.

 

 

The Story of the Human Body, por Daniel E. Lieberman.

 

the-story-of-the-human-body-2.jpg

 

Posso dizer que ao final de poucas páginas estava rendida. Ainda estou longe de terminar o livro, no entanto encontra-se em vias de ficar completamente cheio de post-its. A clareza e simplicidade como o tema da evolução é exposta é quase bruta, dado que não se prende a sentimentalismos. Deixo aqui uma frase que me deu que pensar o resto da semana:“(…) no organism is primarily adapted to be healthy, long lived, happy, or to achieve many other goals for which people strive. As a reminder, adaptations are features shaped by natural selection that promote relative reproductive success (fitness).”

 

Burnout: The Secret to Unlocking the Stress Cycle, por Emily Nagoski e Amelia Nagoski 

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Este livro foi lançado este ano e ouvi falar dele pelo Instagram. Ainda li poucas páginas mas também já estou rendida. Especialmente porque é um livro de mulheres para mulheres e que fala de coisas que invariavelmente fazem parte da nossa experiencia. O conceito dos “Human Givers”, que deve ser bonito, feliz, calmo, generoso e atento às necessidades dos outros, que invariavelmente nos remete para a ideia da mulher. Ou pelo menos para a ideia que a sociedade têm da mulher. Ainda só li o capítulo sobre o stress e foi até agora bastante elucidativo, mesmo para uma pessoa que toda a vida lidou com ansiedade e já muito leu sobre o tema.

 

Por agora é tudo. Vou me voltar a agarrar ao Homo Ludens, do Johan Huizinga e da minha tese. Espero dar o feedback final dos mesmos, mas estes são daqueles que não parecem perder qualidade com a leitura, muito pelo contrario.

 

Boas leituras.

 

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