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Maria não vai com as outras.

opiniões pessoais sobre tudo um pouco.

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27
Jul19

Pose, a serie – uma educação.

Patrícia Pereira

Tento educar-me sobre coisas que não conheço, realidades diferentes da minha. É um dos motivos pelos quais gosto de ver documentários, mas também series e filmes. E a serie Pose foi uma educação para mim. Sendo eu um cliché branco e hétero, a experiencia de uma mulher negra e trans num país tão racista como os EUA numa altura da crise da SIDA, é algo difícil de conseguir imaginar. Mas com a serie Pose não é preciso imaginar. Embora as personagens sejam ficção são um reflexo de um grupo de pessoas que de facto existiu, que viveu de uma forma marginalizada e que arranjou forma de celebrar a sua identidade e adquirir uma nova família, quando a própria os rejeitou.

 

Numa altura que há tantas series sobre o mesmo Pose distingue-se por isso. Fala de algo que não é mainstream, de pessoas cujos historiais não são contadas porque são minorias que sempre viveram à margem. Mas o brilhante é como a história toca em tantas coisas que são comuns a todos os seres humanos, independentemente da cor, género ou orientação sexual. Chorei e ri a ver esta serie. E acho que é daquelas que muita gente não está a ver, dado que o tema a primeira vista não cativa muita gente. Mas já anda pela Netflix. Fica aqui o trailer.

 

 

 

08
Jun19

Simplesmente Fleagbag.

Patrícia Pereira

Guerra dos Tronos pode ter terminado, mas a alegria é que hoje em dia não falta series boas por ai aos pontapés. E eu, consumidora compulsiva de series tenho uma nova obsessão. É fácil saber quando gostamos mesmo muito de uma serie: quando sentimos a necessidade de voltar a ver de início imediatamente apos terminar o ultimo episodio. A segunda temporada de Fleagbag foi assim para mim. Não só pelo #hotpriest, ou pelo discurso da menopausa que nós diz muito sobre a condição que é ser mulhere. Mas porque Phoebe Waller-Bridge sabe escrever mulheres, para mulheres, de uma forma inteligente, sem negar o drama que todas nos gostamos um pouco. Amei profundamente esta serie, muito mais esta temporada que a primeira, embora a primeira também seja também muito boa.

 

Portanto fica aqui o trailer. Se tiverem oportunidade vejam, são 6 episodios de meia hora por temporada, logo é um instante. E senão se convencerem pelo trailer,  fica aqui uma mais cena linda.

 

 

 

 

 

17
Mai19

Chernobyl, a mini serie.

Patrícia Pereira

Este mês decidi activar a HBO Portugal numa de testar o mês gratuito. Foi em parte por Game of Thrones, no entanto enquanto esta tem sido uma temporada fraquinha, deu para ver a mais recente mini serie da HBO, Chernobyl. E quem ainda não teve a oportunidade de ver vá a correr activar o mês grátis para poder ver esta obra, ou para aproveitar e ver Big Little Lies antes de sair a próxima temporada.

 

Ainda só saíram dois episódios, no entanto posso desde já dizer que ainda não vi melhor serie este ano, e eu vejo muitas series. É bom entretenimento, mesmo que seja em alturas difícil de contemplar os horrores de um acidente que foi real, mas por isso educativo. Como toda a gente já tinha ouvido falar do incidente, não tinha a real noção do que se passou porque nunca me tinha despertado muita curiosidade em querer saber, apesar da minha formação em química e física ser suficiente para compreender como funciona um reactor nuclear.

 

É também sublime visualizar as personagens a contemplar a sua própria mortalidade, com as consequências do acidente e exposição a radiação e mesmo assim ter discernimento de continuar a trabalhar. A lidar com o dilema moral de mandar algumas pessoas para uma morte precoce sobe os efeitos da radiação, para evitar que metade da europa sofra com as consequências do acidente.

 

Fica o trailer:

 

 

04
Jan19

Como começar dois mil e dezanove:

Patrícia Pereira

Reavivando a minha obsessão por Black Mirror claro!

Foi para mim uma escolha deliberada deixar para o dia 1 de Janeiro a visualização da mais recente instalação da serie, Bandersnatch. Sabia de antemão que iria em parte estar ligeiramente ressacada, o que por um lado me leva a nostalgia e momentos de reflecção, o que apenas poderia tornar a visualização do episódio ainda melhor.

black-mirror-bandersnatch.jpg.optimal.jpg

Passei horas na serie, estava determinada a apanhar todos os finais. O primeiro foi justamente o final da “Netflix”, algo extremamente bizarro a meu ver, no entanto dentro do expectável para o género em si. E apesar de não considerar o melhor da serie ate agora, (é impossível bater a meu ver os episódios geniais "White Christmas" ou mesmo o "Hang the DJ"), é impossível não considerar a experiencia que o episodio proporciona. Quando voltamos ao início e os finais se vão tornando ainda mais bizarros, leva-nos a pensar que reflectem em parte o nosso desejo de ver a personagem a entrar em auto destruição.

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É brilhante e por isso recomendo vivamente, mesmo para estômagos sensíveis.

 

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